Quando rodeavas a minha calçada as asas existiam nas minhas costas e a tua força era de um anjo mas quando deixaste de aparecer nessa rua não consegui conformar com a saudade a apertar cada vez mais esta felicidade. Cortei as asas e deixei de olhar para o céu. O céu era o berço da tua existência. Era nesse céu que extraía a harmonia e poderia sonhar com a plena felicidade mas ceguei a visão! Condenei o brilho das estrelas no dia em que voaste sem deixar rasto. Ainda é hoje que questiono o teu suicídio, que questiono a tua dor silenciosa Mas é em vão ..porque nunca saberei a razão, apenas vão existir hipóteses e probabilidades soltas.. Neste momento só sinto as negações a vaguear na minha mente... O papel fica escasso, o amor escasso ficará e o meu sorriso perdido ficará.. Nada é concreto! Nada será o verbo que começo a utilizar mais no dia-a-dia Nada e ninguém para poder imortalizar a tua presença..mas que ironia a minha deverás achar neste mome...
Páginas escritas com a alma...